Em uma noite de um domingo qualquer estavamos eu, mamy's e Love lanchando.
Entre um pãozinho e outro sabe-se lá porque raios minha mãe começou a relembrar a minha adolescência.
E mãe relembrando adolescência dos filhos é um perigo, pois elas nunca lembram nada de bom (pelo menos não para nós).
Tempos atrás ela surgiu com uma história que eu escondi o Santo Antônio para arrumar um namorado, gente só porque o santinho é o meu favorito e eu tenho uma mini imagem que ganhei há 500 anos de uma grande amiga não significa absolutamente nada, mas isso é assunto para outro post.
Dessa vez ela pegou leve e contou uma parte do meu passado que quase todo mundo sabe. O quanto eu era fissurada por futebol.
Parece que voltei uns 12 anos no tempo e me vi com meu uniforme do palmeiras e mechas verdes (feitas com um gel nojento) no cabelo. Pausa para risadas. Imaginem um ser do tamanho de um Oompa Loompa vestida de verde dos pés a cabeça. Imaginaram?! Pois é, podem rir à vontade.
Com uns 12 anos essa era minha roupa favorita. Até minha mochila era verde. Brincos, anéis, esmalte...tudo. Sabia de cor a tabela de qualquer campeonato que estivesse em andamento, a data dos próximos 95 jogos do Palmeiras, o nome da bisavó do goleiro reserva. Assistia todos programas de esporte, lia vários jornais sobre o assunto, colecionava revista, escrevia a minha versão sobre os fatos. Nem preciso dizer que esse era meu assunto favorito. O que fez ganhar muitos amigos e várias inimigas. Eu vivia rodeada de meninos, por conta dos assuntos em comum, o que fazia umas e outras me odiarem. Além de ser espectadora eu adorava jogar bola com os meninos. E trocava figurinhas com eles.
Costumo dizer que um dos dias mais importantes da minha vida foi quando o Palmeiras ganhou a Libertadores. Que emoção única senti aquela noite, consigo me recordar de cada detalhe.
Eu gostava muito de esportes de uma maneira geral, o que me fez cursar uma faculdade sobre o assunto (um dos maiores arrependimentos da minha vida, uma das poucas coisas que eu mudaria se pudesse voltar atrás) mas, enfim pelo menos conheci na teoria o que eu já estava acostumada a ver na prática.
Passei inúmeras tardes jogando vôlei com meus amigos. Um dos melhores presentes que ganhei de aniversário foi uma rede e uma bola de vôlei. Presente esse que fez a alegria da galera que jogava comigo. Quando escurecia o jogo terminava, porque é horrível jogar no escuro e aí inventávamos alguma outra brincadeira. Até que as mães apareciam no portão para nos chamar. Ao escrever isso parece que estou revivendo aqueles momentos.
Sem contar que eu adorava bater perna com minha amiga Renata, éramos inseparáveis. Ô tempo bom!
Cresci em uma época em que as crianças de fato interagiam, tinham contato físico, corriam, brincavam, se sujavam. Fui ficar mais caseira depois dos 21 anos, quando comecei a namorar sério. Troquei as tardes na rua, por tardes com meu namorado.
A vida é feita de fases e eu aproveitei cada uma delas. Não entendo a pressa que essas crianças/adolescentes de hoje em dia têm. Sinto tanta falta do tempo que a única preocupação era a roupa da festa do fim de semana.
Segue uma foto desse "Amor". Sou super desapegada de tudo e uma das poucas coisas que não consigo doar é a coleção de Lance A+! Até a coleção de Capricho com fotos de vários gateeenhos já foi...

Beijinhos!

















